Práticas esportivas

Quando é que você começa a correr mesmo

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Há aquele novato nas corridas que tende a pensar mais adiantado que o corpo. Um treino bem feito não quer dizer que no próximo já pode dobrar a carga que aguenta. As coisas não funcionam assim….

O ato da corrida impõe um impacto respeitável sobre as articulações e músculos envolvidos nela, é preciso minimizar os efeitos deste trauma. Para isso, é fundamental para você, que está iniciando um programa de corrida, fazer caminhadas e educativos, principalmente quando não há nenhum histórico na sua vida que envolva esportes ou que esteja acima do peso.

A caminhada, para o iniciante, ajuda tanto para a melhora cardiorrespiratória quanto na absorção da pisada pelos músculos e, principalmente, articulações e ossos. É preciso lembrar ao caro iniciante que cada passada de corrida exerce sobre o corpo a força do seu próprio peso em movimento… sobre uma perna. Claro, junte com a força gravitacional que nos empurra para o chão.  Ademais, este impacto virá todo de volta por conta daquela lei da ação e reação [“A toda ação há sempre uma reação oposta e de igual intensidade: ou as ações mútuas de dois corpos um sobre o outro são sempre iguais e dirigidas em direções opostas”, Isaac Newton]. Imagine a irradiação deste impacto: pé, tornozelo, “canela”, joelho, coxa, quadril, coluna vertebral, ombros.

Os educativos são feitos para ter uma postura mais firme e, ao mesmo tempo, mais econômica. É quando você aprende aonde e como utilizar o seu corpo para correr. A corrida começa a ficar mais leve, daí o estresse causado pelo impacto fica menor.

Portanto, tenha paciência, caminhe quando tem que caminhar, corra quando tem que correr. O desenvolvimento da sua corrida envolverá, primeiro, a mente. O corpo vai se adaptando gradativamente, em conjunto com o aprendizado mental sobre como controlar ritmos e colocar objetivos realistas, para realizar o sonho de completar aquela distância antes improvável.

Breno Leal
Zona Alvo Assessoria

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