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Por que utilizar planilhas automatizadas?

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Periodização. Você certamente já ouviu falar nela. Mas até que ponto ela faz parte do treinamento, planejamento e da utilização de planilhas automatizadas pelos seus atletas para correr determinada prova ou simplesmente ganhar condicionamento?

Como ela sai da teoria e se transforma numa rotina prática de treinamentos?

Na teoria, um planejamento de treinos visando uma prova específica – ou um conjunto de provas num determinado período de tempo – tem três períodos: o de base, o de treinos específicos e o regenerativo.

A base tem por objetivo fazer com que o corredor possa correr cada vez mais longe.

Neste período, as distâncias vão aumentando de forma gradativa e o foco é a parte cardiorrespiratória e também a resistência muscular. O período de base também prepara o atleta para o período específico de treinos, em que ele será muito exigido.

O que for feito aí certamente vai pesar mais à frente, podendo ajudar ou prejudicar o atleta.

No período específico, o objetivo é fazer com que o corredor complete determinada distância cada vez mais rapidamente.

Nesta fase, as distâncias diminuem e a velocidade dos treinos aumenta e também são incorporados os treinos intervalados.

O foco é o aumento da velocidade da corrida em distâncias cada vez maiores, saber a hora exata de ir saindo de um período e ir entrando em outro pode fazer a diferença na evolução do atleta.

Essa transição pode fazer que com o atleta atinja ou não o seu objetivo.

O ideal é que à medida que as distâncias vão diminuindo, a velocidade vá aumentando até que o atleta encontra o seu ritmo e sua capacidade.

Como transformar tudo isso numa planilha de treinos?

Como os treinadores de corrida e as assessorias esportivas transformam tudo isso numa planilha de treinos capaz de atender os seus atletas?

Não deve mesmo ser uma tarefa fácil, visto que são muitas as variáveis e inúmeros os objetivos dos diferentes tipos de atletas.

O treinador Marcelo Defáveri, que trabalha com atletas de alto rendimento na Equipe Pé de Vento e amadores em sua assessoria no Rio, lembra que fatores sociais, ambientais e fisiológicos, entre outros, provocam uma grande lacuna entre a parte acadêmica e a parte prática do treinamento desportivo.

Até por conta do princípio da individualidade, que deve estar presente na elaboração de planilhas e do planejamento do treinamento de todo atleta.

De acordo com Defáveri, esses fatores têm uma influência gigantesca na elaboração das planilhas de treinamento.Principalmente por que cada atleta tem suas características e tolerância aos treinos.

Existem atletas com um talento muito grande, mas que não aguentam o regime de treinos e se lesionam com facilidade, outros são mais suscetíveis às dificuldades psicológicas e, ao longo dos ciclos de treinos, tem oscilação de foco e temperamento.

Históricos familiares e ambientes sociais também determinam algumas ações e ajustes dentro do planejamento.

A verdade é que a teoria e toda a literatura são importantes para direcionar o trabalho, mas como o treinamento desportivo não é uma ciência exata, todos estes aspectos é que determinarão o trabalho ao longo dos ciclos.

Lembrando que o uso de sistemas automatizados pode ser de grande ajuda nos tempos atuais, em que os treinadores são responsáveis pelo treinamento de vários atletas ao mesmo tempo, tanto amadores quanto profissionais.

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Antônio Carlos Ferreira, treinador da Equipe Mitokondria, do Rio, começou a trabalhar com corridas de rua ainda nos anos 80, quando correu suas primeiras maratonas.

Algumas delas sub 3h. Tuninho, como é conhecido no meio, lembra uma periodização bem elaborada depende de uma relação próxima entre treinador e atleta.

“Só teremos uma periodização de sucesso a partir do momento em que o corredor cumpra grande parte do treinamento proposto. Para isso temos que conhecer o corredor, pois vários fatores podem influenciar no cumprimento ou não dos treinos. No caso daquele corredor que corre de forma recreativa, a periodização não deve ser rigorosa e não deve levar em conta regularidade nos treinos. No caso de atletas que buscam melhorar a performance e tem um alvo definido para uma determinada prova, além do seu condicionamento físico atual, devemos levar em conta sua individualidade e relacionar tudo à prova-alvo”, diz o treinador, cuja assessoria tem como principal característica a proximidade entre os treinadores e os atletas.

Tuninho lembra que, para um trabalho bem sucedido, são fundamentais essa proximidade com o atleta e os testes que permitem ao treinador qualificar e quantificar os treinos específicos de cada fase da periodização.

Segundo ele, o tempo disponível até a prova-alvo é que vai determinar o tempo de treino direcionado à força, à resistência e à potência, entre outras valências. E tempo é algo que não se pode desprezar nos dias de hoje.

“Quanto mais alto o nível do atleta, mais o treinador deverá lhe dedicar tempo, pois mais detalhes deverão ser observados. Basicamente, o treinador deverá identificar as fontes energéticas da prova alvo do corredor, saber quanto tempo terá ate a prova, quanto tempo devera treinar cada valência física e cada fonte energética envolvida na prova em questão”, diz o treinador.

Mas como dedicar mais tempo a um ou outro atleta quando se tem vários atletas para atender?

Atualmente, os sistemas automatizados de gestão de planilhas são grandes aliados das assessorias esportivas. E ao contrário do que muitos pensam, planilhas automatizadas podem ser – e neste caso são – individualizadas.

Otimizadas para atletas!

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Tuninho também fala que quando falamos ‘automatizadas’, pode parecer que as planilhas já estão prontas, mas na verdade elas são criadas depois que todo o treinamento e a periodização são elaborados.

E elas são muito importantes, por que nos permitem um rápido acesso a uma base de treinos realizados e também por tornar bem mais rápida a elaboração das planilhas subsequentes.

Na parte técnica, essa organização facilita o trabalho do treinador na visualização e análise de resultados, permitindo um ajuste maior e melhor no dia-a-dia e nas periodizações seguintes.

Outra vantagem apontada pelo treinador e que ajuda a melhorar a performance do atleta é a agilidade do feedback, que torna mais precisa a elaboração dos treinos seguintes.

Às vezes até reduzindo carga, otimizando a o aproveitamento do tempo, que às vezes é escasso no caso de atletas com dificuldade de conciliar o esporte com a vida profissional e familiar.

“Um feedback ágil e exato torna mais preciso a quantificação de treinos na semanas seguintes. Por exemplo: a prescrição é de 50K e você, achando que o corredor treinou tudo, prescreve 55 ou 60K na semana seguinte. Só que, depois de ter enviado a planilha, o corredor lhe diz que não fez os 50K, mas 42K. Então é possível que os 55K que você havia prescrito, seja um pouco além do que deveria, aumentando a probabilidade de uma possível contusão”, completa Tuninho.

O treinador Marcelo Defáveri vive ao mesmo tempo a rotina de treinar atletas de elite e amadores. Cada uma delas com sua parcela de responsabilidade.

Os profissionais precisam dos resultados para crescer na carreira, captar patrocínios e sobreviver.

Os amadores, embora não dependam da corrida para seu sustento, por vezes dedicam horas a fio aos treinos e podem até ver a corrida como uma forma der superação pessoal que pode afetar a vida profissional e familiar.

Na prática, qual a diferença na elaboração das planilhas e do acompanhamento em ambos os casos?

“Os profissionais ‘nascem preparados’ fisiologicamente para sustentar os altos volumes de treino e, pela vivência diária, conseguem entender e assimilar melhor o processo duro dos treinamentos. Com os amadores é necessário negociar mais. Observamos o dia-a-dia desses alunos para poder planejar seus treinos. Ajustar dias, horários e treinos é mais complicado. Desse ponto de vista, qualquer ajuda, como a da tecnologia, é bem vinda. Com o grande volume de atletas amadores, plataformas digitais são importantes para agilizar o processo de envio de planilhas e gerenciamento. Mas com os profissionais sou adepto do treino mais convencional, no vivência diária, focada nos pequenos detalhes para melhoria da performance”, conta Defáveri.

O treinador lembra que as plataformas de gestão de planilhas são relativamente recentes e que aos poucos mesmo os profissionais vão fazer uso destas ferramentas. Tudo, segundo ele, é uma questão de adaptação.

“Agora com a tecnologia paramos e sempre fazemos a mesma pergunta: ‘como eu fazia isso antes sem esta facilidade?’. Mas a verdade é que estes sistemas facilitam muito com o acompanhamento de feedbacks e atualização imediata. Outro aspecto é a correção dos treinos. Quando eles não são feitos, por qualquer motivo, logo a informação vem para o sistema, que na mesma hora indica quais serão os próximos passos”.

De uma forma geral Defáveri acredita que a tecnologia, em especial as planilhas automatizadas, facilita a vida esportiva de profissionais e amadores. No entanto, cada um de uma forma diferente.

O que acha de implementar a tecnologia na sua assessoria esportiva?

Hoje as tarefas operacionais da sua assessoria são realizadas de qual maneira? É necessário investir mais tempo nelas do que ideal? Você ainda utiliza o excel?

Como está sendo feita a prescrição dos treinos para os seus alunos? Saiba como implementar a tecnologia na sua assessoria para otimizar os seus resultados e poupar o seu tempo e o do seu atleta!

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