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Treinus ensina: Torne a sua pedalada ainda mais eficiente!

Celular com Aplicativo rodando Strava ajudando numa pedalada mais eficiente
Treinus ensina: Torne a sua pedalada ainda mais eficiente!
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Para ter uma pedalada mais eficiente, o ciclista tem que estar corretamente posicionado sobre a bike, além de evitar o desperdício de energia, o ciclista evitará uma série de lesões.

Entre ter uma bike levíssima e uma bike regulada para o corpo do ciclista, a segunda opção sempre é a melhor, já que uma bicicleta perfeitamente ajustada pode melhorar em até 20% a performance do ciclista.

A Biomecânica é a ciência que estuda o movimento esportivo, o gesto técnico de determinada modalidade.

No caso do ciclismo, esta ciência se preocupa em estudar os movimentos do ciclista sobre a bike de forma que eles sejam aproveitados ao máximo para garantir a performance perfeita para o conjunto bike + biker.

Estudos indicam que em seis meses, um ciclista pode ganhar até 20% mais de performance, quando corretamente posicionado sobre a bike.

Diferenças de geometria de construção de quadros entre europeus e norte-americanos.

A geometria européia é mais clássica, com bikes de quadro grandes.

Já nos Estados Unidos a tendência é a de se utilizar quadros menores e mais compactos, que compensam o pequeno tamanho dos quadros no comprimento do canote de selim e da mesa.

Pedalada mais eficiente: ganhe pelo menos mais 20% de rendimento

Muitos fatores influenciam na hora de encontrar a posição ideal do ciclista sobre a bike, interferindo na busca por uma pedalada mais eficiente.

Antes de iniciar a consulta, é necessário saber seus objetivos, seu estilo de pedalada, sua experiência no esporte e também o tipo de bicicleta que o ciclista vai utilizar.

Diferentes bicicletas exigem diferentes posicionamentos, o que interfere na eficiência da pedalada do ciclista.

Uma bike de contra-relógio será regulada de uma forma diferente em relação à de ciclismo, ainda que as duas pertençam a um mesmo cliente.

É muito comum fazer avaliação em duas, ou até mesmo três bicicletas, de um mesmo ciclista. Para cada uma as regulagens são diferentes.

Outro fator que é levado em consideração é o tipo físico de cada indivíduo.

Alguém com fêmur comprido terá uma posição sobre a bike diferente de alguém [de mesma estatura] com o fêmur relativamente mais curto.

A flexibilidade de cada indivíduo é também um fator determinante da postura que vai ser adotada sobre a bike.

O atleta deve dominar a bike e não a bike dominar o atleta.

A avaliação

O primeiro passo para a avaliação é fixar corretamente o taquinho na sapatilha.

O eixo do pedal deve ficar alinhado com o osso do metatarso, no pé. Essa regulagem é muito importante para que toda a força executada pelo ciclista seja transmitida de maneira direta sobre o pedal. Errar a regulagem do taquinho significa errar toda a postura sobre a bike.

Posteriormente, precisa-se conhecer as medidas fundamentais do ciclista.

Com uma fita métrica, anota-se as medidas da altura do cavalo (distância do vão das pernas até o chão), largura dos ombros (que será importante para determinar a largura ideal de guidão), comprimento dos braços e também do tronco.

Notem que a estatura (altura) do ciclista não é importante, o que importa mesmo é a altura do cavalo, pois o comprimento de pernas, especialmente o osso do fêmur, varia de pessoa para pessoa.

Flex teste 1
Flex teste 1

Depois o ciclista passa por dois rápidos testes para determinar a sua flexibilidade, que serão importantes no momento do ajuste final da bike.

Flex

Deitado no chão, pede-se ao ciclista para levantar uma das pernas. Simplesmente levantá-la do chão.

Com o auxílio de um goniômetro (espécie de transferidor) o ângulo formado entre o fêmur e o tronco é anotado.

 

Flex teste 2

Flex teste 2
Flex teste 2

Deitado no chão, com o joelho flexionado, o ciclista encolhe a coxa o mais próximo possível de seu peito.

O ângulo formado pelo fêmur com o tronco é também inserido no programa.

Esses dois ângulos são importantes, pois revelam o quanto de flexibilidade o ciclista tem no momento da pedalada.

 

Vídeo e regulagem auxiliando na busca por uma pedalada mais eficiente

Primeiro passo – Com a bike sobre um rolo de treinamento, o ciclista monta na bike, pedala e verifica se a altura inicial do selim está ideal para seu estilo de pedalada.

Exemplo: Um ciclista que gira mais as pernas pode ter o selim um pouco mais baixo e pode ter o selim até 0,5cm mais avançado.

Um ciclista que pedala mais travado pode ter o selim ligeiramente mais elevado.

O ciclista é filmado durante a pedalada no rolo para posterior comparação com os ajustes realizados, auxiliando na busca por uma pedalada mais eficiente

VÍDEO E REGULAGEM
VÍDEO E REGULAGEM

Segundo passo – Com o auxílio de um prumo (desses de pedreiro), encontra-se a posição para o ciclista sobre o selim em que o tendão patelar fique alinhado com o metatarso e, consequentemente, na mesma linha do eixo do peda

Essa posição é fundamental para a maior eficiência da pedalada.

Se necessário, o selim é deslocado para frente ou para trás, conforme o caso.

Com o ciclista perfeitamente acomodado sobre o selim e altura definida, é hora de posicionar o ciclista sobre o guidão da bike.

Aqui, os resultados dos testes Flex 1 e Flex 2 são fundamentais no posicionamento final do ciclista sobre a bike.

A flexibilidade individual vai variar bastante de ciclista para ciclista e quanto mais alongamento tiver um ciclista, melhor.

Terceiro passo – Com o ciclista montado sobre a bike com ambos os pés clipados nos pedais, uma das pernas deve ficar com o pedal bem paralelo ao solo.

O ângulo formado entre o fêmur, a fíbula e a tíbia é analisado. Para um ciclista que gira bastante os pedais (spinner), esse ângulo vai ficar ao redor dos 35 graus.

Já para quem pedala mais travado (smasher), um ângulo de 25º é o ideal. Esses ângulos são alterados, mexendo-se cuidadosamente na altura do selim.

Essa regulagem é muito importante para evitar lesões no ciclista.

Quarto passo – Por último, com o ciclista segurando o pedal no ponto mais alto da pedalada (ponto morto superior), o ângulo formado

Se este ângulo for menor que 60º, vai prejudicar a performance do ciclista, pois comprime o diafragma e como resultado a respiração é prejudicada.

VÍDEO E REGULAGEM
Vídeo e regulagem

entre o fêmur e o tronco é analisado.

Esse ângulo é alterado na mesa do guidão.

Às vezes pode ser necessária a inversão da mesa (cabeça para baixo), ou até mesmo a substituição por outra.

Defeitos de postura

Uma pedalada perfeita é aquela que é cíclica, bem redonda, sem falhas e que produz energia durante todo o ciclo.

Falhas na postura produzem pedaladas defeituosas, que comprometem o desempenho e podem levar o ciclista a adquirir sérias lesões.

A mesa fora de posição e o taquinho mal ajustado são os defeitos mais comuns entre os ciclistas.

Há aqueles que têm uma posição muito agressiva sobre a bicicleta, na busca de mais aerodinâmica, entretanto, a flexibilidade individual deve ser observada. além de, nem sempre a posição mais aerodinâmica ser a que aproveita melhor a energia produzida pelo ciclista na pedalada.

E agora? Quer corrigir a sua postura na bike?

A seguir temos alguns pontos que você deve seguir para ter uma pedalada mais eficiente, corrigindo sua postura.

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Faça você o teste e compare os seus resultados

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Autor: Professor Nelson Oliveira – Pós-graduado em treinamento desportivo e Pós graduado em fisiologia do esforço

Gostou do texto? Tem alguma dúvida? Mande um email para o Professor Nelson!  O email dele é: correndonotrote@gmail.com