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Conhecimento pode ser uma arma importante, mas não adianta apenas ter o conhecimento, é preciso saber o que fazer com ele. Há algum tempo a legislação brasileira padronizou as informações contidas nos rótulos dos alimentos e, em teoria, nós consumidores ganhamos muito com isso. Precisamos então aprender a valorizar e usar corretamente as informações dos rótulos.

Primeiro: existem alimentos que não precisam ter as informações nutricionais no rótulo:

• As águas minerais e demais águas destinadas ao consumo humano;• As bebidas alcoólicas;

• Os aditivos alimentares e coadjuvantes de tecnologia;

• As especiarias, como pimenta do reino, cominho, noz moscada, canela e outros;

• Os vinagres;

• O sal (cloreto de sódio);

 • Café, erva mate, chá e outras ervas sem adição de outros ingredientes;

• Os alimentos preparados e embalados em restaurantes e estabelecimentos comerciais,prontos para o consumo, como por exemplo, sanduíches embalados, sobremesas do tipo flan ou mousses ou saladas de frutas e outras semelhantes.

  • Os produtos fracionados nos pontos de venda a varejo, comercializados como pré-medidos. Alimentos fatiados como queijos, presuntos, salames, mortadelas, entre outros.

• As frutas, vegetais e carnes in natura, refrigerados ou congelados;

• Produtos que possuem embalagens com menos de 100 cm2 (esta dispensa não se aplica aos alimentos para fins especiais ou que apresentem declarações de propriedades nutricionais).

Segundo: O que é uma porção? Isso é um tanto quanto complexo e é um ponto que devemos ter cuidado. A ANVISA determinou o tamanho das porções de diversos alimentos e produtos baseado em alguns fatores, entre eles, a oferta calórica (o tamanho da porção daquele alimento é a quantidade suficiente para fornecer “x” kcal). Ou seja, primeira coisa importante que devemos prestar atenção o tamanho da porção. Muitos rótulos trazem a informação nutricional para 100 g do alimento, além das informações para porção e isso pode ajudar na hora de comparar, mas essa informação não é obrigatória. Um rótulo de tapioca, por exemplo, orienta usar 100g de goma para preparar uma tapioca, mas a porção usadas nas informações nutricionais é de 30g. Ou seja: uma tapioca conforme as instruções de preparo, tem 3,33 vezes uma porção.

Terceiro: valor calórico.

As calorias não são o mais importante na composição de um alimento, mas também não podemos negligenciá-las. A melhor maneira de entender as calorias é não olhar somente para elas, mas também para a quantidade de gordura. De maneira geral, é mais importante que um alimento contenha menos gorduras do que menos calorias. Alimentos com valor calórico semelhantes, mas com menos gorduras são mais interessantes do que aqueles que contem mais gorduras.

 Quarto: tipo de gorduras.

 Quanto menos gordura melhor, mas quanto menos gordura saturada, melhor ainda!! E sempre tentando escolher alimentos sem gorduras trans.

 Por fim as fibras e o sódio.

Fibras são boas e ajudam no funcionamento intestinal, mas fibras demais podem ter efeito contrário. Dificilmente alguém come fibras em excesso, mas com essa história de que “comer fibra é saudável” vale a pena ficar de olho, mas como regra geral: mais fibra é melhor. Quanto ao sódio, “menos é mais” pois comemos muito sódio no nosso dia a dia. Mas isso não significa que devemos cortar o sódio dos alimentos.

Quando olho um rótulo, a primeira coisa que procuro é a quantidade de gordura do alimento, depois a quantidade de gorduras saturadas, de gordura trans (dou menos importância para a gordura trans pois hoje poucos produtos a contem), fibras e por fim calorias. Sódio? Não dou muita importância porque prefiro reduzir a quantidade de sal durante o preparo dos alimentos pois é muito mais eficiente do que me preocupar se o produto A tem 40 mg de sódio a menos que o B, já que 1 grama de sal tem 400 mg de sódio.

Ricardo Borges
Nutrólogo

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