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Correr para viajar ou viajar pra correr?

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Existem duas coisas que eu sou completamente apaixonado: corrida e viagem. Se puder juntar essas duas coisas no mesmo momento, fica perfeito!

Comecei a correr em 2008 e de lá pra cá passei a viajar muito mais do que viajava antigamente. Se antes as minhas viagens eram apenas as tradicionais em família para Cabo Frio, ou para casa de familiares em Natal e Florianópolis. Depois da corrida tive a oportunidade de viajar para lugares que até então nunca fizeram parte dos meus planos.

Para se ter ideia, minha primeira vez hospedado em um hotel foi em 2010, em Porto Alegre, quando fui correr a minha primeira maratona. Quase completando 31 anos e vivendo uma nova experiência de vida.

Em 2012 veio minha primeira experiência internacional: fui correr a maratona de Paris. Talvez essa ansiedade pré prova foi decisiva para que eu passasse mal na véspera da prova e abandonasse a corrida no km 4. Mas isso é uma longa história, que eu contarei em outro momento.

No ano seguinte uma nova experiência: maratona de Buenos Aires, onde fiz meu melhor tempo de maratona, completando os 42km da capital argentina em 3h19. Depois outras provas em lugares que até então eu não planejava conhecer, como a Rock ‘n’ Roll Marathon em Las Vegas (EUA) e a meia maratona em Fernando de Noronha.

Quando a gente começa a viajar para correr, a gente passa a entender que as prioridades mudam. O tênis já vai no pé e a roupa da corrida vai na bagagem de mão, pra não correr o risco de ter as malas extraviadas e precisar comprar tudo novo pra prova.

A gente aprende que hotel tem que servir café da manhã por volta de 5h no dia da meia ou da maratona. Sim, a gente sai pra correr quando outros hóspedes estão voltando da balada. É que a nossa balada é outra!

Só o corredor entende que um domingo de sol no Rio de Janeiro é ótimo para as outras 51 semanas do ano. Porque naquele fim de semana, a gente quer é tempo nublado, se possível com uma chuva fininha no fim da prova, para tornar a temperatura da cidade maravilhosa um pouco mais amena. E os outros turistas que nos perdoem, pois neste dia vamos pensar só na gente sim!

E se a viagem não for pra participar de alguma prova? A gente corre mesmo assim! Afinal, corredor que se preze está sempre treinando.

Lembro de dois treinos maravilhosos que fiz durante as minhas viagens. Certa vez estava em Natal e precisava fazer um treino de 16km. Pelo Google Maps eu vi que a distância era exatamente o equivalente a sair do apartamento do meu tio onde eu estava hospedado até a pousada dele em Genipabu. Larguei bem cedo (quem já correu em Natal sabe que cedo lá é por volta de 4h30 da madrugada) e fui em direção a Genipabu. Passei por Ponta Negra, pela ponte Newton Navarro e segui em direção ao meu destino. Passei na porta da pousada faltando 500 metros, o suficiente para passar em frente as Dunas de Genipabu e voltar, completando os 16km na porta da pousada. E nestes 500 metros finais ainda fui presenteado com uma chuva, pra lavar a alma e fechar bem o treino.

Minha outra experiência foi em Tiradentes (MG), onde fiz uma viagem nas férias e precisava fazer um treino de 8km. Resolvi correr pela cidade para conhecer o local. Como mais tarde eu faria o passeio de trem até São João Del Rei, fui correndo até a estação de trem, para saber exatamente de onde o trem partiria. Corri com o celular no bolso lateral da bermuda e liguei o GPS, para que ele me indicasse pelo fone de ouvido, quais ruas eu precisaria virar.

Uma boa oportunidade nessas viagens é fazer contato com as assessorias locais, para conhecer os melhores lugares para treino, fazer novos amigos e aproveitar a estrutura da assessoria. Foi assim que eu fiz na primeira vez que corri em Natal e lá fiz amigos da corrida pra vida toda.

Seja numa viagem a trabalho ou de férias, qual corredor não costuma dar uma olhadinha no calendário de provas da cidade, pra ver se encaixa alguma prova com a viagem?

A pergunta que eu faço agora é: você corre pra viajar ou você viaja pra correr?

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