Qualidade de vida

Qual o papel da atividade física na luta contra o câncer?

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Muito se fala do papel fundamental de uma rotina ativa para prevenir doenças e ajudar na qualidade de vida e longevidade saudável. Mas, para além da prevenção, movimentar o corpo também atua positivamente quando o atleta já se encontra com alguma alteração na saúde. No caso da atividade física e o câncer, além dos benefícios já sabidos, o esporte também ajuda a tirar o foco sobre a questão da doença e do seu tratamento. Ele previne e combate os efeitos colaterais da quimioterapia, terapia alvo e imunoterapia, promove o bem-estar físico e mental e ajuda a encarar (e superar) essa jornada.

As relações entre atividade física e câncer

Segundo o médico oncologista Bruno de Araújo, a atividade física é essencial na promoção do bem-estar físico e mental para os pacientes que estão em tratamento ativo de um câncer ou que já o concluíram e se encontram numa fase de recuperação ou reabilitação. Isso porque a prática de esportes, além de motivar, previne e ajuda na resolução de quadros depressivos ou de ansiedade excessiva. Além disso, amenizam e equilibram a ocorrência de efeitos colaterais relacionados ao tratamento.

Dessa forma, Bruno trabalha usando a atividade física como um complemento ao tratamento oncológico, ou seja, inspira cada paciente a encarar a doença tendo o esporte como um dos alicerces para um melhor desfecho e para a manutenção e melhoria da qualidade de vida ao longo do respectivo tratamento farmacológico. 

Portanto, há uma relação direta entre rotina ativa e saúde, mas é essencial que o paciente tenha o aval dos médicos que o acompanham e também de fisioterapeutas ou profissionais da educação física. “A relação é claramente direta, pois quanto mais regular a prática de exercício ou de atividade física, maior será a chance de uma melhor qualidade de vida. Ela também atua fazendo com que o paciente com diagnóstico de câncer e que se encontra em algum tipo de tratamento foque na superação, encare com maior determinação, com pensamentos positivos e otimismo num momento bastante difícil em sua vida, que exige alterações da rotina e que desencadeia muitas dúvidas e insegurança.”, explica o oncologista que reforça a importância da atividade física como um impulso para a superação e a obtenção de um desfecho clínico mais favorável.

Como conciliar a atividade física com o tratamento do câncer?

O médico explica que não só é possível conciliar o tratamento com os treinos, como é fundamental que os dois andem juntos. Mas é preciso ter cuidados com essa nova rotina e contar com a devida orientação e supervisão de especialistas com frequência, para que não ocorram excessos nem lesões musculares ou articulares. Outros pontos também devem ser analisados com critério: adaptações na intensidade, no horário e na frequência, sendo importante ter foco no tratamento e na garantia de um desempenho adequado na atividade física.

A dica é sempre levar o tema para discussão com o médico oncologista responsável pelo tratamento, sendo esperado um aconselhamento e um aval técnico. Deve-se também ter um educador físico ou fisioterapeuta para orientar e coordenar a execução da atividade física e, além disso, é fundamental seguir uma nutrição adequada. Portanto, um nutricionista também pode ser consultado e compor essa equipe multiprofissional. “É preciso ter uma alimentação saudável, rica nos mais diversos nutrientes, estar bem hidratado e receber uma orientação adequada em relação aos tipos de exercício físico para o perfil de cada pessoa. A integração entre educador físico ou fisioterapeuta, nutricionista e médico é muito importante para o sucesso da atividade física como metodologia terapêutica e de incremento no sucesso da terapia oncológica clássica. Além disso, cada paciente tem as suas particularidades e os exercícios aeróbicos ou de força e equilíbrio devem ser individualizados e orientados por profissionais capacitados.”, recomenda Bruno.

A prevenção é a ação!

Com seus diversos benefícios, tanto para o corpo, quanto para a mente, a atividade física também desencadeia e fortalece a adoção de hábitos de vida mais saudáveis e o abandono de comportamentos nocivos, como o tabagismo e o etilismo em excesso. Tudo isso reflete ativamente no combate à obesidade e ao sedentarismo e ajuda na regulação do metabolismo e do equilíbrio do organismo de forma geral, evitando a formação ou pelo menos dificultando o surgimento de tumores e outras doenças.

Além disso, o médico também salienta que uma rotina ativa age, inclusive, como motivador para que o paciente, após detectar o câncer, consiga passar pelo tratamento, já que a atividade física tem um papel importantíssimo no conjunto de medidas terapêuticas. “É impressionante o ganho e o papel da atividade física na qualidade de vida dos pacientes com diagnóstico de câncer e que se encontram em tratamento. Tenho até uma paciente que criou o Projeto Brio, que tem por base a canoa havaiana como propulsão, metodologia e filosofia para superar, motivar e obter maior qualidade de vida diante de situações aparentemente muito adversas.”, finaliza inspirado.

Conheça o profissional

Oncologista BrunoBruno de Araújo Lima França é médico pela UFRJ e oncologista pela UNICAMP. É também diretor médico da clínica CON – Oncologia, Hematologia e Centro de Infusão que está presente no Rio de Janeiro, em Niterói e em São Gonçalo. Como hobby gosta de realizar caminhadas, praticar ecoturismo, ler, ouvir música, curtir a família e encontrar os amigos.

1 Comentário
  1. Maria da Conceição Dias Paiva 4 semanasatrás

    A sua atenção e respeito estão sempre presentes!!!!!!! Bye bye.

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