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Aeróbio em jejum: vale a pena?

Aeróbio em jejum: vale a pena?
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Por Dr. Ricardo M. Borges

Nosso corpo sempre precisa de energia para funcionar e, de maneira geral, ele obtém essa energia a partir de dois tipos de “combustível” diferentes ao mesmo tempo: gorduras e carboidratos. A proporção de utilização desses combustíveis é razoavelmente constante: 30 a 40% da nossa energia vem da gordura e os outros 60 a 70% do carboidrato.

Dentre as diversas estratégias usadas para emagrecimento que vemos por ai, a atividade aeróbia em jejum (conhecida como AEJ) tem ganhado força e popularidade e tem sido usada e defendida por diversas pessoas, desde celebridades a esportistas amadores ou profissionais.

Os princípios teóricos defendidos por quem se utiliza dessa estratégia são que ao praticar atividade física aeróbia de baixa intensidade em jejum haveria uma “queima” maior de gordura uma vez que há menos carboidratos disponíveis para o nosso organismo e, além disso, que o AEJ elevaria a secreção de alguns hormônios que poderiam aumentar a mobilização e utilização de gorduras pelo nosso organismo. Estudos científicos experimentais são inconclusivos quanto a benefícios dessa prática quando comparado a atividades aeróbias após alimentação e diversos especialistas advertem quanto aos riscos envolvidos em se exercitar em jejum, entre eles a perda de massa muscular (que pode ser utilizada como fonte de energia), desconforto gástrico, além de mal-estar, tonturas e desmaios por falta de energia (hipoglicemia).

O ideal é que antes de iniciar um programa para ganho ou perda de peso, você sempre consulte um especialista e para a prática de exercícios você conte com o auxílio de um fisioterapeuta ou educador físico.